Estas são as minhas mãos. São mesmo as minhas. Num dia qualquer. No meu consultório habitual. As unhas são curtas. Não uso verniz. Muito menos unhas de gel. Quem as cuida sou eu. Por regra, ando de cabelo apanhado. Não pendem brincos. Não ostentam acessórios. Adoro decotes, mas não os levo para o trabalho. Fui treinada como um militar: sem beber, sem comer, sem dormir. Aprendi a liderar sendo a mais nova, a menos experiente ou a única mulher. Selo destinos. Salvo e deixo morrer. Penso com frieza, decido com compaixão e executo com as mãos. Cirurgiã – é o que sou.

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Há uma série de gestos terapêuticos, que o cirurgião executa...